José Luís Carneiro considerou que "o objetivo é agora reduzir esses prazos de espera", que atualmente ainda são de dois a três meses para conseguir uma marcação de atendimento no consulado para a emissão ou renovação de documentos de identificação, nomeadamente o cartão de cidadão e o passaporte.

"Com os meios que estamos a prever colocar, uns que já estão colocados e outros que estão em fase de operacionalização, eu diria que, quando tivermos este centro de atendimento com 16 postos de atendimento a responder diariamente, estaremos em condições de vencer essa espera, que é aquilo que todos nós desejamos", afirmou hoje o governante.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas falava após a inauguração, em conjunto com o secretário de Estado Adjunto e da Modernização, Luís Goes Pinheiro, de um Espaço do Cidadão.

Num pequeno escritório dentro das instalações consulares é feito um atendimento digital assistido por uma funcionária no acesso a mais de 20 serviços disponibilizados eletronicamente pela administração pública portuguesa, designadamente da Segurança Social, da Autoridade Tributária e Aduaneira ou da Direção-Geral da Administração da Justiça.

Este conceito faz parte do programa "SIMPLEX+" e vem, segundo Goes Pinheiro, "trazer proximidade" e complementar a oferta de serviços feita pelo consulado, ao permitir, por exemplo, renovar a carta de condução portuguesa, renovar o cartão de saúde europeu ou pedir um certificado de registo criminal.

"A aposta principal [do Governo] tem sido nos serviços ‘online' e tem sido grande. Ainda no dia 20 de junho foi disponibilizada a possibilidade de renovar o cartão de cidadão através da Internet e esse serviço também está disponível para os cidadãos portugueses residentes no Reino Unido, uma vez que é possível, quando preenchem o formulário solicitando a renovação, sinalizar que pretendem que a entrega seja feita aqui no consulado", vincou.

Uma ferramenta essencial para este processo é a chave móvel digital, que, a partir de agora, explicou, pode ser obtida no Consulado de Londres, no novo Espaço do Cidadão, até agora existente apenas nos consulados de Paris, São Paulo e Bruxelas.

A funcionar temporariamente no terceiro andar do edifício, dentro de cerca de dois meses este espaço vai passar para a nova área de 180 metros quadrados que o Governo português arrendou no edifício contíguo ao consulado, e onde vão ser colocados 16 novos postos de atendimento.

Situado no piso térreo, esta sala vai também facilitar o acesso a pessoas de mobilidade reduzida, que atualmente têm dificuldade em transpor os vários degraus junto à entrada principal.

O alargamento das instalações vem completar uma série de medidas, que passaram pelo investimento em equipamento e meios tecnológicos, recrutamento de recursos humanos e a abertura, em abril, do centro de atendimento telefónico designado por “Linha Brexit”.

"Estamos a assistir a um virar de página", considerou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, prometendo um atendimento de maior qualidade e mais eficaz.

No consulado hoje em Londres, vários utentes disseram à agência Lusa que o principal problema continua a ser dificuldade em conseguir marcações para atendimento.

"Fui bem atendida", vincou Leonor Cardoso, que veio levantar cartão do cidadão e passaportes, mas acrescentou que o consulado "podia melhorar um pouco mais” porque é preciso “esperar muito por uma marcação".

Esta emigrante recorreu à “Linha Brexit” para ultrapassar os problemas com a marcação por Internet, e mesmo assim teve de esperar dois meses.

"Prejudicou um pouco porque a gente precisava dos documentos e não tinha os documentos. Apesar de não estarem caducados, a gente precisa, principalmente do passaporte, e prejudicou um pouco", lamentou.

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