O primeiro a jurar fidelidade à República e à Constituição foi Giuseppe Conte.

O Governo de coligação é integrado por 10 ministros do Movimento 5 Estrelas (M5S/antissistema), nove do Partido Democrático (PD/social-democrata), um do partido de esquerda Livres e Iguais e um independente, de perfil técnico.

Para ser confirmado, o novo Governo – que deve permanecer no cargo até ao final da legislatura em 2023 – ainda deverá receber o voto de confiança do Parlamento italiano.

Esse novo Executivo é mais pró-europeu do que o anterior, que era formado pelo M5S e pela Liga e no qual Matteo Salvini (Liga) havia adquirido um peso preponderante, causando tensões com Bruxelas e várias capitais europeias, em especial, Paris e Berlim.

Salvini, retirou recentemente o seu partido da coligação, o que provocou esta nova reformulação no Governo italiano.

Durante os seus 14 meses como ministro do Interior italiano, Salvini frequentemente criticou os seus parceiros na União Europeia (UE), acusando-os de quererem transformar Itália num “campo de refugiados” e de falta de solidariedade na gestão dos migrantes.

Em questões económicas, diante de um Salvini muito “pró-negócio”, o M5S – movimento construído sobre a rejeição da velha classe política — opôs-se a grandes projetos europeus, como a ligação ferroviária de alta velocidade Lyon-Turim.

Depois de prestar juramento, os 21 ministros, que inclui sete mulheres, irão à sede do Governo para participar num primeiro conselho de ministros.

Giuseppe Conte – um advogado de 55 anos e novato na política até ao ano passado e considerado próximo ao M5S — trabalhou para formar uma equipa que respeita o equilíbrio entre as duas forças políticas.

Conte falará na segunda-feira na Câmara dos Deputados, antes de um voto de confiança ao novo Governo do parlamento, em que 340 dos 630 deputados pertencem aos partidos do Governo.

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