Desde o balanço de 23 de março, morreram mais 23 pessoas na RDCongo num período de quatro dias, em consequência da contaminação pelo vírus Ébola.

Dos 652 mortos até quarta-feira, 586 mortes foram confirmadas laboratorialmente, enquanto se registaram 65 óbitos prováveis pela contaminação do vírus Ébola.

Igualmente até quarta-feira, o Ministério da Saúde da RDCongo, que trabalha com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e organizações não-governamentais, diagnosticou 1.044 casos de contágio, dos quais 978 foram confirmados laboratorialmente e 66 considerados prováveis.

O número de pessoas recuperadas nos centros de intervenção no nordeste da RDCongo fixou-se em 325, mais quatro do que o registado em 23 deste mês.

Declarada em 1 de agosto de 2018, esta epidemia de Ébola, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi constatada em Mangina, na província de Kivu Norte.

O Governo da RDCongo admitiu que a epidemia de Ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.

É a primeira vez que uma epidemia de Ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contato com o vírus.

A insegurança complica e limita o trabalho dos profissionais de saúde que sofrem ataques ou mesmo sequestros realizados por grupos rebeldes.

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