O 'amarelinho' 24, assim apelidado por Fernando Medina, tem uma nova página na sua história. O lançamento, nesta terça-feira, da nova vida do E24, contou com a presença do presidente da autarquia, do Presidente do Conselho de Administração da Carris, Tiago Lopes Faria, entre outros, e arrancou da também recém inaugurada Praça de Campolide.

Na primeira viagem, vinte e três anos depois da sua paragem, foram muitos os lisboetas que quiseram ver a carreira voltar a deslizar pelos carris da cidade. Viagem que, dentro de alguns meses, poderá estender-se até ao Cais do Sodré.

À chegada ao Largo do Camões, aos jornalistas, o autarca referiu que esta é a reposição de uma das “linhas mais bonitas, carismáticas e acarinhadas pelos lisboetas”.


Veja as fotos da primeira viagem do E24


O E24 é a primeira linha da expansão da rede de elétricos.

A carreira sai da Praça Luís de Camões e segue pela Rua da Misericórdia, Largo Trindade Coelho, Rua São Pedro de Alcântara, Praça do Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica, Largo do Rato, Rua das Amoreiras, Avenida Conselheiro Fernando Sousa até à Praça de Campolide.

No sentido inverso, sai da Praça de Campolide e circula pela Rua das Amoreiras, Rua da Escola Politécnica, Praça do Príncipe Real, Rua D.Pedro V, Rua São Pedro Alcântara, Rua da Misericórdia e Praça Luís de Camões.

A carreira funcionará entre as 07h00 e as 20h30, nos dias úteis. Aos sábados, das 7h30 às 19h40, e aos domingos, entre as 10h30 e as 18h30.

Para comemorar o regresso do 24 aos carris, nos dias 24 e 25 de abril, as viagens serão gratuitas.

Um regresso aguardado

O elétrico 24 começou a circular em 1905, ligando o Rossio a Campolide. Noventa anos depois, em agosto de 1995, a carreira foi provisoriamente suspensa, devido à construção de um parque de estacionamento em Campolide, que inviabilizava a circulação de elétricos, assim permanecendo até hoje.

Em 2015 foi lançada uma petição ‘online’ pela reativação daquela linha, que ligava o Cais do Sodré a Campolide, iniciativa da Plataforma Elétrico 24, que agrega várias associações de Lisboa.

Os peticionários defendiam a importância desta reativação referindo que “a linha de elétrico é a única linha que liga a zona ribeirinha do Cais do Sodré/São Paulo à ‘Sétima Colina’, trepando a Rua do Alecrim e da Misericórdia até à Igreja de S. Roque e Jardim de São Pedro de Alcântara e Príncipe Real, seguindo depois ao longo de toda a Rua da Escola Politécnica em direção ao Rato e às Amoreiras”.

Além disso, alegavam, “desde que a Carris suprimiu a carreira [de autocarro] 790, o eixo R.Alecrim/Misericórdia/Escola Politécnica está reduzido a uma única carreira (758), que, além de ser poluente e não cumprir horários, não tem conseguido dar resposta ao nível intenso de procura pelos passageiros”.

Em dezembro de 2011 a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma moção pela reposição do histórico elétrico 24 - Cais do Sodré/Campolide. Na altura, a Carris afirmou que o assunto não era “prioritário a curto prazo”.

Em abril do ano passado, o presidente da CML, Fernando Medina revelou que a autarquia estava “a instalar novos carris e novo material no Cais do Sodré e em Campolide” para poder reativar o elétrico 24 “o mais breve possível”.

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