José Saramago nasceu a 16 de novembro de 1922, na aldeia de Azinhaga, no Ribatejo — e sobre o seu nascimento recomendo a leitura deste artigo da autoria de Alexandra Antunes, "Chamaram-lhe Saramago que era “alimento na cozinha dos pobres” e alcunha da família. Ele só queria escrever e ter uma vida longa".

A partir desta terça-feira assinala-se, com um programa nacional e internacional, os 100 anos de nascimento do único Nobel da Literatura de língua portuguesa.

O caráter multidisciplinar do programa vai estender-se durante o próximo ano — o primeiro dia foi exemplo disso — e assenta em quatro eixos em torno dos quais a programação foi delineada: a biografia, as leituras, as reedições e as reuniões académicas.

E os jovens são um dos destinatários preferenciais das celebrações do centenário, como se lê nas palavras de Carlos Reis, que comissaria o Centenário.

"Celebrar um escritor é promover a sua obra, reforçar os movimentos de receção que ela potencia, olhar e antecipar o futuro da sua leitura. Esse futuro, com perdão pela obviedade, está nos jovens, ou seja, naqueles que, já agora e nas próximas décadas, são e hão de ser leitores de José Saramago."

Por essa razão, foi nas escolas que foi dado o pontapé de saída das comemorações. O relógio marcava as 10h00 da manhã quando, em centenas de escolas, em Portugal, em Lanzarote (Espanha) e na América Latina, teve lugar a ação “Leituras Centenárias” em que alunos do Ensino Básico leram, em simultâneo, o conto "A Maior Flor do Mundo".

Daqui a um ano, a 16 de novembro de 2022, a iniciativa volta a repetir-se com uma centena de escolas do Ensino Secundário a promover a a leitura, também em simultâneo, de páginas dos romances “Memorial do Convento” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.

Do programa comemorativo sabe-se ainda que contará com a edição de uma fotobiografia, cinco conferências comissariadas pelo escritor argentino Alberto Manguel, um Colóquio de Estudos Saramaguianos no Brasil, a edição de uma moeda comemorativa e um ciclo de cinema pela Cinemateca Portuguesa.

O regresso da ópera “Blimunda”, de Azio Corghi e José Saramago, pelo Teatro Nacional de São Carlos, e a estreia do espetáculo de teatro de rua “A Passarola”, pelo Trigo Limpo Teatro ACERT, também constam da programação.

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