Na última madrugada, oito militares "saíram de um estabelecimento de diversão noturna, onde se deslocaram para convívio social, e decidiram ir até junto da linha de água da praia da Lagoa na Póvoa de Varzim", tendo sido arrastados por uma onda, referiu o Exército.

As primeiras notícias referiam que sete das vítimas conseguiram regressar a terra, mas uma jovem, de 20 anos, ficou desaparecida.

Era preciso estar alerta com o estado do mar?

A Autoridade Marítima Nacional efetuou diversos avisos devido à agitação marítima e apelou aos cidadãos que tenham uma cultura de segurança, para evitar o risco. "Estamos no inverno, o mar tem muita energia e qualquer passeio na praia, junto ao mar, pode ser fatal”, alertou o responsável da Capitania da Póvoa de Varzim, Ferreira Teles.

O que aconteceu aos sete militares que saíram da água? 

Os militares foram encaminhados para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde, segundo fonte da unidade, deram entrada "com lesões musculares, hipotermia, num quadro traumático violento em termos emocionais, mas nenhum em risco de vida”.

Até ao início da tarde, três das vítimas tinham sido transferidas para o Hospital Militar do Porto para “continuarem a ser vigiadas”, três tinham recebido alta e uma permanecia em observação no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim.

E à jovem de 20 anos que ficou no mar?

O helicóptero da Força Aérea Portuguesa que operava nas buscas retirou do mar um cadáver, por volta das 16:00. O corpo foi localizado na água cerca de meia hora antes do resgate, que foi posteriormente efetuado por um mergulhador.

“Foi recolhido um corpo da água pelo helicóptero da Força Aérea, que tudo leva querer que seja o da jovem que estava desaparecida. Não temos a confirmação total que seja da pessoa em causa, mas pelas características que nos foram dadas, tudo aponta que será”, disse na altura Ferreira Teles.

O responsável pelas operações afirmou que, desde o alerta do desaparecimento da jovem, às 04:48 desta madrugada, “todos os meios envolvidos fizeram tudo para tentar recuperar a pessoa com vida, algo que infelizmente não foi possível”.

O que dizem o Ministério da Defesa e o Exército? 

Numa nota enviada à imprensa, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, lamenta a morte da jovem, que frequentava a Escola dos Serviços do Exército Português, e “endereça à família enlutada” e ao ramo “as mais sinceras condolências”.

Também em comunicado, o Exército escreve que “foi com profunda consternação” que recebeu a notícia de “que foi encontrada, sem vida, na praia de Póvoa de Varzim, a primeiro-cabo Ani Muscuta Fonseca Dabó”.

“A militar, que ingressou no Exército em janeiro de 2019 e que se encontrava a frequentar o curso de condutor militar de categoria B, na Escola de Serviços, na Póvoa de Varzim, estava desaparecida no mar, desde a madrugada do dia de hoje”, lê-se  ainda.

Quais os próximos passos?

O responsável da Capitania da Póvoa de Varzim informou que “será feito um inquérito e caberá ao Ministério Público mandar o órgão de policia criminal fazer as investigações”.

Por sua vez, o Exército frisou que já instaurou um processo de averiguações sobre o incidente e que “o apoio psicológico aos familiares continua a ser assegurado através do Centro de Psicologia Aplicada do Exército Português”.

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