“Devemos prosseguir este caminho”, disse, no final de uma reunião com a autarquia, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, coordenador da resposta à covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Os resultados são extremamente positivos”, afirmou, por seu turno, o presidente da Câmara de Odivelas, Hugo Martins, adiantando que “65% dos casos se encontram debelados” e “tendencialmente haverá uma estabilização da situação”.

Este concelho do distrito de Lisboa possui 380 casos ativos de covid-19 numa população de 160 mil habitantes.

Face à estabilização da situação, o responsável governamental apontou para a “importância das medidas adotadas associadas ao estado de calamidade, não só pelo impacto junto dos cidadãos na prevenção, como também pelo resultado que permitiu em termos do combate”.

Além do presidente do município e do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, participaram na reunião o secretário de Estado da Saúde, António Sales, e o secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita.

Membros do Governo estão a reunir-se com autarcas dos concelhos cujas freguesias estão em estado de calamidade devido à covid-19.

Para terça-feira, está marcado um Conselho de Ministros extraordinário para analisar as medidas de desconfinamento devido à pandemia, adiantou à agência Lusa fonte da Presidência do Conselho de Ministros.

Na quinta-feira, o Conselho Ministros reuniu-se, como habitualmente, mas não foi anunciada qualquer decisão nesse sentido.

Em situação de calamidade estão 19 freguesias dos concelhos da Amadora, Odivelas, Loures, Sintra e Lisboa, enquanto à restante à Área Metropolitana de Lisboa foi aplicada a situação de contingência (nível intermédio).

A situação de alerta (nível mais baixo de intervenção previsto na Lei de Bases de Proteção Civil) foi declarada em todo o restante território nacional continental, tendo então o primeiro-ministro, António Costa, avisado que Portugal se iria manter nesta situação até a pandemia de covid-19 estar ultrapassada.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 560 mil mortos e infetou mais de 12,52 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.654 pessoas das 46.221 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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