Em comunicado, a MUBi avançou que desde setembro que tem tido reuniões com os grupos parlamentares na Assembleia da República, aos quais tem pedido a inclusão da bicicleta nas políticas e medidas de incentivo à mobilidade elétrica.

A associação defende que o OE para 2019 estenda o incentivo à introdução no consumo de veículos de baixas emissões às bicicletas com assistência elétrica – no ano passado foi alargado aos carros elétricos, a motos e ciclomotores elétricos.

A MUBi refere ainda que as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2019 e a legislação subsequente passem, no âmbito dos edifícios, a incentivar a mobilidade em bicicleta, considerando a obrigatoriedade de espaço próprio para parqueamento para as mesmas.

A associação lembra ainda que as GOP 2018 já incluíram a obrigatoriedade de as novas habitações terem um ponto de carregamento para veículo elétrico.

De acordo com a MUBi, as políticas de incentivo à mobilidade elétrica “têm de ter em conta todos os modos de transporte, e não ser focadas na redução de emissões de apenas um modo, ou não ter em consideração outros problemas da sociedade como o sedentarismo da população, congestionamentos ou o uso do espaço público”.

Os benefícios socioeconómicos anuais da utilização da bicicleta na União Europeia (UE) estão avaliados em mais de 500 mil milhões de euros (cerca de 3% do PIB da UE, ou 2,5 vezes o PIB de Portugal), segundo a MUBi.

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