Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, Nuno Morais Sarmento relatou que nesta audiência o chefe de Estado "procurou informar-se de qual era o ponto de situação" do processo de debate orçamental no parlamento.

"Apenas desde já chamamos a atenção para o completamente absurdo número de propostas de alteração na especialidade que este Orçamento tem e que, portanto, enfim, indiciam que ele poderá piorar significativamente. São 1.400 propostas, estamos a falar de números desses, para que os portugueses percebam o disparate do exercício", criticou.

O dirigente social-democrata afirmou que "a posição do PSD sobre o Orçamento é clara" - o partido votou contra a proposta do Governo na generalidade - e, questionado sobre uma eventual crise política, recusou falar de "cenários políticos" nesta ocasião.

Morais Sarmento reforçou as críticas à quantidade de alterações apresentadas na especialidade: "Sendo um Orçamento, como o primeiro-ministro [António Costa] decidiu que o seria, com o contributo das propostas do PCP e do PCP, do BE, de ambos ou de um deles, pelo número de propostas tudo que o posso dizer é que nos parece que o Orçamento só tende a piorar".

"Parece-nos, pelo andar da carruagem, que o resultado final pode ser ainda francamente pior do que aquela que era a sua versão inicial. Mas sobre isso não há nada que resulte desta reunião com o senhor Presidente da República", acrescentou.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está a ouvir desde terça-feira os nove partidos com assento parlamentar sobre a pandemia de covid-19, o estado de emergência e o Orçamento do Estado para 2021.

O líder do grupo parlamentar social-democrata, Adão Silva, também esteve presente nesta reunião com o chefe de Estado, e o presidente do PSD, Rui Rio, participou através de videoconferência.

A votação final global do Orçamento do Estado para 2021 está agendada para 26 de novembro.

A proposta do Governo foi aprovada na generalidade em 28 de outubro com votos a favor apenas do PS, abstenções de PCP, PAN e PEV e votos contra de PSD, BE, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.

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