Segundo a ONG espanhola, as 42 pessoas estavam a bordo de uma embarcação precária de madeira e em mau estado que zarpou de Dajla, no Saara Ocidental (território anexado por Marrocos), e que naufragou na madrugada de terça-feira, meia hora depois do início da viagem.

Em declarações à agência espanhola EFE, a porta-voz da Caminando Fronteras, Helena Maleno, relatou que a embarcação, que tinha a bordo migrantes subsaarianos, começou a meter água poucos momentos depois do início da viagem e acabou por se virar devido a uma onda.

Helena Maleno acrescentou que pescadores locais, que testemunharam o acidente, tentaram resgatar as pessoas e avisaram as autoridades marroquinas.

De acordo com a porta-voz, o grupo de migrantes desaparecidos é composto por 30 mulheres, oito crianças e quatro homens.

Outras 10 pessoas, seis mulheres e quatro homens, que estavam igualmente a bordo da embarcação, foram resgatadas.

A porta-voz da Caminando Fronteras contou ainda que uma das sobreviventes é uma mãe que perdeu dois filhos no naufrágio, incluindo uma menina, cujo corpo foi, entretanto, localizado.

A par deste naufrágio, a ONG alertou também as autoridades espanholas e marroquinas para a saída de outras duas embarcações com 62 e 54 pessoas a bordo, respetivamente, que, segundo Helena Maleno, zarparam há dois dias de uma zona perto de El Aaiún, também no Saara Ocidental.

Até ao momento, as autoridades marroquinas não confirmaram estas informações.

Segundo os últimos dados do Ministério do Interior espanhol, mais de 16.500 migrantes chegaram de forma irregular a Espanha durante os primeiros sete meses deste ano, mais 5.409 pessoas em comparação ao período homólogo de 2020, o que se traduz num aumento de 48,4%.

A maioria fê-lo por mar, mais de 15.000, a bordo de quase mil embarcações.

No que diz respeito às Ilhas Canárias, situadas ao largo da costa noroeste africana, os dados apontam para a chegada, até julho, de 7.531 migrantes, a bordo de 200 embarcações precárias.

Este número representa um crescimento de 136% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 3.185 migrantes, que chegaram ao arquipélago a bordo de 105 embarcações.

As Canárias integram a rota da África Ocidental, conhecida por ser extremamente perigosa, por causa das fortes correntes marítimas, e que nos últimos tempos tem atraído cada vez mais migrantes (muitos deles provenientes de países da África Subsaariana) que desejam chegar ao território europeu, a grande maioria a bordo de embarcações muito precárias e sobrelotadas.

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