No seu relatório diário sobre baixas civis, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) contabiliza 58 crianças mortas e 68 feridas.

Os dados referem-se ao período entre 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, e as 24:00 de quarta-feira (hora local), correspondendo a 21 dias de combates.

A agência da ONU para os direitos humanos acredita que os números reais de baixas civis, incluindo crianças, “são consideravelmente mais elevados, especialmente em território controlado pelo Governo” ucraniano, mais sujeito à ofensiva russa.

“A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas com uma vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis”, lê-se no relatório.

O ACNUDH adiantou que “a receção de informações de alguns locais onde têm ocorrido hostilidades intensas tem sido adiada e muitos relatórios ainda estão pendentes de corroboração”.

Referiu, em particular, as cidades de Mariupol e Volnovakha (na região de Donetsk), Izium (Kharkiv), Sievierodonetsk e Rubizhne (Lugansk), e Trostianets (Sumy), “onde há alegações de centenas de baixas civis” que não estão incluídas nos números divulgados hoje.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 22.º dia, provocou também um número por determinar de baixas militares e levou mais de 3,1 milhões de pessoas a fugir da Ucrânia para os países vizinhos.

Trata-se da pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), segundo a ONU.

A invasão da Ucrânia foi condenada pela generalidade da comunidade internacional e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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