Na madrugada de quinta-feira, detentos enfrentaram-se com navalhas e pedaços de pau, na prisão localizada na cidade de Monterrey, no norte do país.

O motim, que também resultou num incêndio, começou por causa de uma desavença entre dois grupos chefiados por líderes do cartel Los Zetas, que disputavam o controlo do estabelecimento prisional.

"Apelo às autoridades mexicanas a garantir o direito dos familiares de saber a verdade sobre o que aconteceu", pediu o comissário num comunicado. Méndez também exigiu para que sejam logo identificadas as nove pessoas mortas cujos nomes ainda são desconhecidos.

No dia do motim, centenas de pessoas, a maioria mães, esposas e irmãs de detentos, foram à prisão para saber se os seus familiares estavam bem.

As autoridades foram criticadas pela forma como informaram o nome dos mortos identificados - com uma simples lista na parede exterior da prisão, provocando cenas chocantes de crises de nervos e desmaios.

Prisão Topo Chico no México

O comissário da ONU também solicitou atendimento médico de qualidade para os feridos. Além da preocupação com as vítimas e os seus familiares, a investigação deve garantir que "tais factos não se vão repetir, além de melhorias substanciais nas condições de detenção", disse Méndez, que havia visitado o estabelecimento em 2014.

O comissário denunciou que o estabelecimento prisional tem um "autogoverno e situações de violência", com sistema de "proteção de alguns detentos". Depois do motim, autoridades encontraram em Topo Chico celas luxuosas, com sauna, ar condicionado e camas confortáveis. A diretora foi detida e 230 presos foram transferidos, entre eles os dois líderes que originaram o confronto.

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