"Assim que recebemos a proposta da Ryanair e reencaminhámos para quem de direito, que é a ANA, foi exatamente para aferir o que poderia significar em termos de investimento", disse Eduardo Jesus, durante uma audição no parlamento regional, onde foram abordados o processo da Ryanair, requerido pelo CDS-PP, a revisão do subsídio de mobilidade, a pedido do PSD, e os serviços de animação turística, solicitado pelo PCP.

O governante explicou que os primeiros contactos com a companhia aérea irlandesa foram estabelecidos em março de 2016, mas esta impôs condições no sentido de não ficar sujeita às mesmas regras das outras empresas que operam na Madeira.

"A ANA avaliou a proposta em seis milhões de euros e entendeu ser perfeitamente desequilibrada no que é o modelo de apoio a novas rotas", esclareceu Eduardo Jesus, vincando que, a ser concedido tal incentivo, o efeito sobre as 40 companhias que voam para a região autónoma, provenientes de vários destinos, seria um "desastre completo".

O secretário regional disse, no entanto, desconhecer qual o valor máximo atribuído pela ANA às companhias.

"Uma coisa é verdade: os bilhetes têm de ser pagos. Se não são pagos pelo passageiro, alguém tem de pagar para a companhia voar", salientou, lembrando que cerca de 5% das receitas da ANA são destinados à política de incentivos a novas rotas, mas não é conhecido o valor atribuído a companhia irlandesa para operar em Portugal.

Eduardo Jesus desafiou, por outro lado, os deputados da Comissão de Economia, Finanças e Turismo a investigar por que razão a Ryanair voa para os Açores e não para a Madeira, sublinhando que o mercado açoriano é "significativamente inferior" ao madeirense.

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