A deputada reuniu hoje com a Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho do Montijo, com a Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal e com a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, com o transporte fluvial a ser o principal tema em debate.

“Existe uma degradação continuada na Transtejo e na Soflusa. Os horários não são cumpridos, os navios estão degradados, tem havido um paupérrimo investimento na manutenção e reparação e são suspensas diversas carreiras todos os dias”, disse Heloísa Apolónia à agência Lusa.

A deputada lembrou que o transporte fluvial é essencial para muitas pessoas que fazem as deslocações diárias entre a margem sul e Lisboa, mas que existe cada vez maior desconfiança dos utentes.

“Estas situações têm impactos na vida dos utentes e nos seus empregos. Podem falhar com as suas obrigações sem ser por descuido seu, mas porque os transportes falharam e já existe até a ideia de quem emprega que as pessoas da margem sul têm problemas nas deslocações”, explicou.

Heloísa Apolónia sublinhou que, devido à “descredibilização e fiabilidade cada vez menor”, as pessoas têm a tendência para utilizar as suas viaturas próprias.

“Este facto tem efeito no desafio das alterações climatéricas, em que um dos objetivos é diminuir os gases com efeito de estufa, reduzindo o transporte individual e apostando no coletivo”, frisou.

A deputada garante que vai questionar, em breve, o governo sobre os problemas nas empresas responsáveis pelas ligações fluviais no rio Tejo e garantiu que vai preparar um projeto de resolução para apresentar no parlamento.

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