Em declarações à Lusa depois de visitas a vários distritos do Norte do país e de encontros com autoridades locais e regionais, Manuela Cunha, da Comissão Executiva Nacional de “Os Verdes”, disse que “Portugal não pode ser uma ‘eucaliptolândia’ ou uma ‘Detroit do eucalipto’” e que é preciso “revogar o espírito” – se não a lei – patente no atual Regime Jurídico Aplicável às ações de Arborização e Rearborização florestal (RJAAR).

Depois de um verão que “só veio tornar mais clara a necessidade de travar esta situação”, Manuela Cunha afirmou que o “Governo tem que estar obrigatoriamente mais sensível a uma alteração mais funda” do RJAAR, que ponha fim a “manchas contínuas de eucalipto”, impeça ligações a pinhais e que incentive a criação de “uma floresta real com espécies diversificadas”.

“Fizemos disto condição de colaboração no novo quadro parlamentar. Agora não queremos meias medidas, queremos de facto medidas sérias. Consideramos que o Governo teve todos os elementos este verão para ver que as exigências colocadas pel'Os Verdes eram reais. Não só as que ficaram expressas no papel, mas muitas outras que foram conversadas durante longas horas de reuniões para chegar àquele ponto de convergência", afirmou a dirigente.

“Os Verdes” pedem um reforço da prevenção, que aposte, inclusive no âmbito do Orçamento do Estado para o próximo ano, em mais meios humanos para a vigilância do território, seja através de guardas e vigilantes da natureza seja através de bombeiros e da Guarda Nacional Republicana naquilo que Manuela Cunha define como uma “deslocação de meios do combate para a prevenção”.

Manuela Cunha adiantou que nos próximos dias vai ser entregue ao Governo uma pergunta sobre eucaliptais ilegais, que “são muitos no país”, procurando saber “qual é o controlo que é feito dos viveiros de eucaliptos” entre a saída de plantas e a sua plantação.

A dirigente de “Os Verdes” sublinhou que não é possível “deixar Portugal à mercê de uma única indústria” e lembrou que já em março o partido propôs um “imposto sobre grandes áreas de eucalipto a reverter a favor do montado de sobro”.

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