O padre ortodoxo foi duas vezes alvejado enquanto se encontrava a encerrar a sua igreja, tendo ataque ocorrido às 16:00 (hora local, 15:00 em Lisboa), noticia a agência Reuters.

A vítima, de nacionalidade grega e que terá sofrido ferimentos graves, indicou não conhecer o agressor enquanto estava a ser retirada do local, que se encontra cercado pelas forças policiais. O atacante encontra-se em fuga.

De acordo com a AFP, o ataque foi perpetrado com uma caçadeira de canos serrados.

O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, já reagiu através de uma publicação oficial na rede social Twitter, pedido às pessoas para evitarem o local e anunciando que vai reunir um gabinete de crise com o primeiro-ministro, Jean Castex, e com o Presidente da República, Emmanuel Macron.

Este ataque ocorre dois dias depois três pessoas terem morrido, uma delas degolada, no interior da basílica de Nossa Senhora de Nice, num ataque perpetrado na quinta-feira por um homem armado com uma arma branca.

O agressor, que foi rapidamente detido pela polícia, foi ferido a tiro com gravidade e transportado para o hospital.
Segundo fonte próxima do inquérito, o atacante gritou ‘Allah Akbar’ (“Deus é grande”).

No mesmo dia, também em Lyon, um afegão foi preso quando tentava entrar num elétrico armado com uma faca.  O suspeito de 20 anos, que usava um traje tradicional afegão, já tinha sido identificado pelos serviços de inteligência franceses.

Estes casos ocorreram duas semanas depois da decapitação de um professor na região parisiense, assassinado depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

Numa homenagem ao professor, Samuel Paty, o Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou o compromisso de França com a liberdade de expressão, incluindo a publicação de caricaturas

As declarações do chefe de Estado francês suscitaram contestação em vários países muçulmanos, incluindo manifestações e boicotes aos produtos franceses. Em resposta aos ataques, o nível de alerta terrorista foi elevado para o máximo em França, tendo sido colocados milhares de militares para fazer patrulhas junto a locais de culto.

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