Em particular os Estados Unidos, o segundo maior poluidor mundial, não conseguirão, a este ritmo, alcançar os seus objetivos em matéria de redução dos gases com efeito de estufa, indica o estudo do polo de investigação independente Climate Action Tracker (CAT).

“Se o futuro Presidente, Donald Trump, abandonar as atuais medidas, como ameaçou fazer, estimamos que até 2030, as emissões [de gases] norte-americanas estarão ao mesmo nível que hoje”, sublinha o investigador Niklas Höhne.

As medidas atualmente aplicadas em todo o mundo contra as emissões conduzem a um aquecimento do planeta de 3,6 graus, longe do limite dos 2º ou 1,5º que a comunidade internacional fixou, frisa o relatório.

Desde a Revolução Industrial, a Terra já aqueceu 1º, um aumento de temperatura que é sinónimo de fortes consequências, como mais secas severas e cheias acima do normal.

Os próprios compromissos anunciados em 2015 por cada país são insuficientes: se forem cumpridos, o mercúrio subirá na mesma 3º (entre 2,8º e 3,1º). Daí a ideia, incluída no acordo de Paris, de que os países revejam regularmente em alta as metas a alcançar.

Desde Paris, o CAT, que estudou de perto os 25 principais emissores de gases com efeito de estufa (responsáveis por 69%), “encontrou poucas mudanças” nas iniciativas nacionais, apesar de alguns desenvolvimentos na China e na Índia em favor das energias renováveis e do recuo do carbono serem encorajadores.

“Seria necessário, para reforçar a ação climática, encontrar o apoio político e a energia que presidiram à adoção do acordo de Paris”, salientam os investigadores.

Os motores da mudança são muitos, como as novas tecnologias usadas nas energias renováveis ou a queda dos preços das baterias, sublinha o investigador Bill Hare.

“Com tudo isso, deveríamos conseguir atravessar as turbulências criadas pela chegada de um cético em relação a questões climáticas à Casa Branca, desde que os dirigentes mundiais mantenham o seu compromisso de agir”, defendeu.

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