Terça-feira, o atual embaixador adjunto dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Richard Mills, anunciou não só a reabertura como também o reinício da ajuda aos refugiados palestinianos, medidas decisivas para o seu apoio a uma solução de dois Estados.

A decisão contraria as opções do seu antecessor Donald Trump, e pode indicar a disponibilidade de Washington em promover avanços no diálogo e tentar obter uma solução para as décadas de conflito entre palestinianos e israelitas.

“A Administração Biden tem a intenção de restabelecer os programas de assistência norte-americana” para ajudar os palestinianos e de “tomar medidas para reabrir as missões diplomáticas encerradas pela anterior administração”, disse Mills.

“A reabertura do consulado em Jerusalém Oriental e a dos escritórios da OLP em Washington, bem como o empenho na solução de dois Estados são sinais positivos bem-vindos”, declarou à agência noticiosa France-Presse (AFP) Jibril Rajoub, alto quadro do partido Fatah, formação do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e a entidade reconhecida internacionalmente como representantes dos palestinianos dos territórios e da diáspora.

“Esperamos que a nova administração [de Biden] mostre um cartão vermelho às medidas unilaterais e expansionistas de Israel no terreno, […] que minam qualquer possibilidade para a formação de um Estado palestiniano independente e soberano”, afirmou Rajoub em Ramallah, sede da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia.

Terça-feira, Mills sublinhou que os Estados Unidos esperam iniciar os contactos para lentamente construir uma relação de confiança entre as duas partes e permitir um ambiente que conduza a uma solução de dois Estados.

Para garantir este objetivo, prosseguiu Mills, “os Estados Unidos vão exortar o Governo de Israel e os palestinianos para que evitem ações unilaterais que tornem mais difícil a solução de dois Estados”, como a anexação de territórios, instalação de colonatos, demolições ou a concessão de compensações para indivíduos na prisão por atos de terrorismo.

No Cairo, o secretário-geral adjunto da Liga Árabe, Hossam Zaki, anunciou hoje que foi marcada para 08 de fevereiro próximo, na capital egípcia, uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da organização para analisar a questão palestiniana.

Nos colonatos instalados por Israel na Cisjordânia residem mais de 475.000 israelitas, ao lado de mais de 2,8 milhões de palestinianos.

Por outro lado, mais de 200.000 israelitas vivem noutros colonatos em Jerusalém Leste, a parte palestiniana da cidade ocupada e anexada por Israel.

Os colonatos são considerados pela ONU “contrários ao Direito Internacional”.

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