A auditoria anónima teve por base um inquérito a 2.386 alunos, via e-mail, efetuado no final do ano letivo do ano passado. De acordo com a faculdade CentraleSupélec, que integra a Universidade Paris-Saclay, a auditoria "revela situações muito preocupantes de violência sexista e sexual".

"Diante da gravidade dos factos declarados" nesta investigação inédita, o diretor da escola Romain Soubeyran decidiu alertar a justiça francesa. Foi então aberta uma investigação preliminar devido vários casos de assédio sexual, agressão sexual e violação, estando agora o caso nas mãos de investigadores especializados.

De acordo com os primeiros resultados da auditoria, 51 mulheres e 23 homens declararam terem sido vítimas de assédio sexual durante o ano, 46 mulheres e 25 homens de agressão sexual, e 20 mulheres e oito homens de violação.

Entre os alunos que declararam terem sido vítimas de violação, "nove em cada 10" indicaram que o seu agressor seria outro aluno "em contexto associativo ou em residência estudantil".

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