Uma comissão do Parlamento britânico acusa alguns dos gigantes da internet, incluindo o Google, Facebook e Twitter, de não estarem a fazer o suficiente para evitar a propaganda jihadista online.

"A linha da frente moderna é a internet", escreveu o deputado Keith Vaz, presidente da comissão britânica dos Assuntos Internos, no relatório divulgado esta quinta-feira, 25 de agosto de 2016.

"Os fóruns de discussão e as redes sociais são a alma do Daesh (sigla em árabe para o autodenominado Estado Islâmico (EI)) e de outros grupos terroristas em matéria de recrutamento, financiamento e difusão da sua ideologia", continua.

"E é com pleno conhecimento de causa que as grandes empresas como o Google, o Facebook e o Twitter se mostram incapazes de responder a esta ameaça", acrescentou, considerando que este "fracasso" faz com que certas partes da internet sejam autênticas zonas sem lei.

Enquanto centenas de milhares de contas foram suspensas pelo Twitter e milhões de vídeos suprimidos pelo Google (empresa detentora do YouTube), essas medidas não representam "mais do que uma gota no oceano", diz a comissão. E aponta a falta de recursos humanos como principal problema: "Estas empresas têm equipas com apenas algumas centenas de funcionários para monitorizar milhares de milhões de contas".

Facebook e Google defendem-se, garantindo que respondem o mais rápido possível ao aparecimento de contas que incentivam o terrorismo.

Já no início do ano, sobre o mesmo tema, o Twitter tinha dito, "não há nenhum algoritmo mágico" para detetar conteúdos como os que estão em causa.

A comissão do Parlamento britânico recomenda um reforço da polícia antiterrorista encarregue de monitorizar as redes.

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