"Todas e todos nós, democratas e defensores de direitos humanos, de direitos de mulheres (...), todos nós somos convocados para tomar posição sobre estas matérias", defendeu o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, falando aos jornalistas no parlamento.

Ao voto de condenação do Bloco de Esquerda, que será debatido e votado na sexta-feira, juntar-se-ão textos de outras bancadas, adiantou Pedro Filipe Soares: "Fruto deste debate há outras bancadas que já deram indicações de apresentar votos próprios sobre este tema".

O PS, indicou fonte parlamentar socialista, é um desses partidos que apresentará um texto sobre Donald Trump e a sua administração, embora esse texto - também de condenação - indique em concreto as restrições em "matéria de imigração e acolhimento de refugiados".

"As recentes medidas tomadas pela recém-empossada administração norte-americana, bloqueando o acesso ao território americano a certas categorias de pessoas discriminadas em função da sua origem e credo religioso, têm suscitado justificada indignação, pelo retrocesso civilizacional que representam e pelo desrespeito por princípios elementares de Direitos Humanos, e das Gentes, estruturantes da cultura ocidental e universal", refere o texto socialista.

Na missiva a que a Lusa teve acesso, cuja primeira assinatura é a do presidente e líder parlamentar socialista, Carlos César, é ainda referido que o parlamento português confia que a democracia americana e as suas instituições saberão preservar políticas coerentes com os seus valores fundadores, as quais têm inspirado outros povos" a nível de direitos humanos.

Já para o Bloco, é importante que o parlamento português tome uma posição em defesa de uma "cidadania global que não pode dar passos para trás", o que, sustenta o partido, está "em causa com os primeiros dias do mandato de Trump".

"O respeito pela democracia americana é também o respeito por ela poder ser criticada nas suas escolhas", concretizou Pedro Filipe Soares, instado a comentar a apresentação de textos sobre os EUA pelos deputados portugueses.

Na passada sexta-feira Donald Trump assinou uma ordem executiva que suspende durante 120 dias o programa de acolhimento de refugiados nos Estados Unidos e congela durante 90 dias a emissão de vistos para os cidadãos de sete países de maioria muçulmana: Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen.

Esta foi uma das medidas mais polémicas dos primeiros dias de mandato daquele que é o 45.º presidente dos EUA.

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