Lalanda e Castro foi constituído arguido depois de ser ouvido pela Polícia Judiciária, segundo avançou fonte ligada ao processo, adiantando que Lalanda e Castro já está a ser ouvido pelo tribunal.

Lalanda e Castro é também arguido nos processos ‘Operação Marquês’ e ‘Vistos Gold’.

No inquérito da ‘Operação O Negativo’, dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, investigam-se suspeitas de que Lalanda e Castro e Luís Cunha Ribeiro - ex-presidente do INEM -, que estava ligado a procedimentos concursais públicos na área da saúde, terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a Octapharma.

Em causa estão factos suscetíveis de se enquadrarem na prática de crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais.

O ex-administrador da farmacêutica Octapharma chegou a ser detido na Alemanha no âmbito de um mandado de detenção europeu, mas um juiz alemão ordenou a sua libertação por ter considerado injustificado o pedido.

Lalanda e Castro regressou a Portugal a 23 de dezembro, tendo-se disponibilizado às autoridades para depor.

É suspeito de corrupção e branqueamento de capitais no processo da "Operação O negativo", no âmbito do negócio do plasma “ de forma a poder esclarecer cabalmente todas as questões que as autoridades judiciárias portuguesas querem ver esclarecidas”, como referiu na altura o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes.

No âmbito deste processo, foram igualmente constituídos arguidos um representante da Associação Portuguesa de Hemofilia e dois advogados, um deles Farinha Alves.

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