A resposta do antigo líder centrista não poderia ser mais peremptória: "Não! Lisboa, não". A hipótese chegou a ser colocada em cima da mesa, mas o ex-vice-primeiro-ministro, em entrevista ao Público, a ser publicada na íntegra amanhã, terá recusado a possibilidade.

O nome de Paulo Portas ganhou força entre os sociais-democratas para liderar uma co-ligação centro-direita para disputar o lugar com o socialista e atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, nas próximas eleições autárquicas, agendadas para 2021.

Todavia, o antigo governante avançou que não se vai candidatar porque mudou "completamente de vida em 2016", afirmando que "tem muitos compromissos profissionais" que não "coadunam com ideias de candidaturas em 2021".

Portas reconhece que a possibilidade o sensibiliza, mas que as ideias de liderar essa frente não muda a sua direção. "Acresce que tudo na vida tem o seu tempo: fui candidato a Lisboa uma vez, porque o partido precisava absolutamente que o fosse, mas não sinto essa vocação autárquica 20 anos depois", indagou ao Público.

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