“Daquilo que nos foi transmitido, não são apenas soluções de limitação dos aumentos, há uma solução de aumento geral dos salários para todos os trabalhadores da administração pública a que o Governo está também aberto”, afirmou João Oliveira, em declarações aos jornalistas no parlamento, em Lisboa, no final de um encontro com a CGTP.

No entanto, o líder parlamentar comunista frisou que esta negociação passará não pela Assembleia da República, mas pela negociação coletiva, entre Governo e sindicatos.

Na quinta-feira, o líder parlamentar do PS, Carlos César, tinha afirmado estar em estudo a possibilidade de o Orçamento do Estado para 2019 contemplar um aumento do salário base dos trabalhadores da administração pública, "pelo menos" nos níveis remuneratórios mais baixos.

Questionado sobre esta posição transmitida no final da reunião da bancada do PS na quinta-feira, João Oliveira reiterou que a informação de que o PCP dispõe é de que “está tudo em aberto”.

“Aquilo que nos foi transmitido é que está tudo em aberto para que esse aumento possa ser concretizado, incluindo a possibilidade de aumento geral para todos os trabalhadores da função pública”, reiterou.

Para o PCP, acrescentou, “não seria positivo que se acrescentassem quatro anos de congelamento desta legislatura aos cinco anos da anterior”.

O líder parlamentar do PCP registou que a “recusa que o Governo tinha assumido até hoje [de aumentos salariais], deixou de existir”.

“Há uma evolução na posição do Governo que já admite aumentos na função pública. Mas, a decisão sobre essa matéria não passa pela Assembleia da República, tem de ser tomada em sede de negociação coletiva entre Governo e sindicatos”, apontou, frisando que “o PCP não se substituirá aos sindicatos” nesta matéria.

No final da reunião com o PCP, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu igualmente um aumento geral dos salários.

“Na nossa opinião, os aumentos salariais devem ser para todos. Independentemente da grelha dos trabalhadores, todos têm direito à atualização dos salários, quer no setor publico, quer no setor privado”, defendeu.

Arménio Carlos salientou que “o Governo já foi obrigado a reconhecer” que não pode manter os trabalhadores “há dez anos sem aumentos salariais”.

“Agora, está a ver se gasta pouco, quando pode aumentar todos os trabalhadores”, criticou.

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