“O túnel do aeroporto, em Vila Nova da Telha [concelho da Maia], que permitia uma ligação relativamente célere, está encerrado e obriga a um desvio que hoje fizemos e que fica acima dos 15 minutos”, descreveu à Lusa a deputada Diana Ferreira, que espera poder “abordar a questão, com brevidade, junto da direção do aeroporto” Francisco Sá Carneiro.

A intenção da deputada do PCP na Assembleia da República é “perceber melhor o plano de expansão” em curso no aeroporto e a “realidade dos atrasos”, pois existe a indicação de que “a conclusão das obras, prevista para o início de 2020, vai passar para 2021”.

“Isso traduz-se no impacto na vida das populações. Uma coisa são obras de seis meses, outra são obras de dois anos”, exemplificou a deputada, que esta manhã realizou uma visita à envolvente do aeroporto para “avaliar os impactos e transtornos que as obras de alargamento da infraestrutura causam no quotidiano das populações da Maia e de Matosinhos”.

De acordo com o jornal Observador, as obras no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, orçamentadas em 15 milhões de euros e com término previsto para maio de 2020, vão, afinal, demorar quase um ano a mais do que estava previsto.

Numa notícia divulgada no início de janeiro de 2020, o Observador cita a ANA – Aeroportos de Portugal, de acordo com quem depois da descoberta de uma linha de água não prevista no estudo geotécnico, “as implicações em termos de prazo e preços ainda estão a ser avaliadas, mas uma primeira análise aponta para uma conclusão no início de 2021”.

Em abril de 2019, a Vinci, dona da ANA – Aeroportos de Portugal, anunciou estar a investir 15 milhões de euros na ampliação do caminho de circulação do aeroporto do Porto.

Em cima da mesa está um projeto de melhoramento de circulação das aeronaves, que irá permitir aumentar os movimentos por hora de 20 para 32, graças à “criação de uma saída rápida na pista e entradas múltiplas”, avançou o mesmo responsável, em declarações aos jornalistas.

Além disso, a capacidade da pista irá aumentar em 60%, algo que poderá traduzir-se num aumento “teórico no terminal”, ou seja, em número de passageiros, mas não para já.

As obras estão a ser realizadas de forma a que o tráfego atual sofra o mínimo de perturbações, sobretudo durante a noite e, na ocasião, foi divulgado que a empreitada ficaria concluída na sua totalidade em abril de 2020.

A Vinci garantiu ainda que o aeroporto do Porto terá, depois destes melhoramentos, “capacidade para 20 milhões de passageiros” por ano, sendo que no ano passado movimentou 12 milhões.

O aeroporto recebeu no ano passado um investimento no alargamento da área de segurança, que já foi concluído e está em funcionamento.

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