Sobre o estudo encomendado pelo Conselho Metropolitano do Porto, o PCP quer conhecer também o "calendário para a divulgação dos seus resultados" e espera que a inscrição de uma linha do metro Bus na cidade do Porto no PPR "não seja a única constante desse plano para o reforço das redes de transportes públicos do distrito".

Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP considera ainda "essencial que o PRR preveja verbas para esse reforço, que se deverão juntar àquelas já inscritas no Plano Nacional de Investimentos 2030 de forma a concluir a rede de metro do Porto (de acordo com a sua conceção) e a complementá-la com a rede de metro bus".

O PCP baseia a sua argumentação na assinatura, em 21 de fevereiro, do Governo, por intermédio do Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a Área Metropolitana do Porto e dos Municípios de Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Trofa, do protocolo para consolidação da expansão da rede de metro no Grande Porto e metro bus", que considerou "uma capitulação dos presidentes de câmara" .

"A assinatura, em 2020, do protocolo com o governo representou a capitulação dos presidentes de câmara da região e da Área Metropolitana do Porto às imposições do governo, que durante uma década não fizeram um investimento na rede de metro do Porto. Autarcas esses que, agora, não podem sacudir a água do capote, procurando escamotear esta capitulação que, naturalmente e como alertou o PCP, conduzem ao adiamento do necessário investimento na rede do metro do Porto e na sua articulação com uma rede de metro bus moderna", lê-se na nota de imprensa.

E prossegue: "este protocolo visava a realização de estudos que analisassem as perspetivas de procura, de sustentabilidade financeira e de viabilidade de construção das várias linhas de metro e de metro bus propostas pelos diversos municípios. Sendo que, de acordo com o anunciado, com base nesses estudos seriam selecionados os investimentos a efetuar, aproveitando as verbas inscritas no Plano Nacional de Investimentos 2020/2030 e que se traduziam em cerca de 600 milhões para o metro e 240 milhões para o metro bus".

Observa o PCP que "não obstante ter sido fixado o prazo de 10 meses para a conclusão deste estudo - o que apontaria para o final do corrente mês -, a verdade é que o mesmo ainda não foi publicamente divulgado".

Os comunistas referem ainda a propósito que "começam a ser divulgadas várias notícias que põem em causa a transparência deste processo".

Por último, acrescenta o PCP, "é divulgado que o Plano de Recuperação e Resiliência entregue por António Costa em Bruxelas contempla a construção da linha de metro bus no Campo Alegre (Porto), com uma verba de 83 milhões de euros".

Relembra a DORP que "a base das negociações com o governo para a expansão do metro do Porto deveria ser o compromisso assumido em 2007, quando foi assinado um memorando de entendimento entre a Área Metropolitana do Porto e o governo que, para além de alterar a estrutura societária da empresa Metro do Porto (que passou a ser detida maioritariamente pelo governo), assumiu o compromisso de, até 2018, concluir a segunda fase do metro, o que incluía as linhas da Trofa, Campo Alegre, Senhora da Hora até ao Hospital de S. João e uma nova ligação a Gondomar".

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