"Que vai o Governo fazer para impedir a multinacional Ryanair de afrontar a Constituição e a lei do nosso país?", questiona o deputado comunista Bruno Dias, num requerimento que deu hoje entrada na Assembleia da República.

No texto é referido que, "a par das violações cometidas antes da greve (assédio, ameaças, chantagem sobre o próprio país), a multinacional está a substituir trabalhadores em greve, muitos deles tripulantes oriundos de outras bases noutros países".

Segundo os comunistas há "uma flagrante violação da lei laboral", desde logo do artigo 54.º da Constituição da República (direito à greve e proibição do ‘lock out’).

O deputado comunista Bruno Dias irá ainda hoje deslocar-se à sede do Sindicato Nacional de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

O SNPVAC convocou uma greve de tripulantes de cabine da Ryanair para hoje, domingo de Páscoa e quarta-feira (04 de abril), porque as conversações com a transportadora "verificaram-se infrutíferas" sobre as exigências para aplicar a lei portuguesa, nomeadamente o direito de parentalidade e baixas médicas.

No primeiro balanço das consequências, pelas 11:00 (hora de Lisboa), a Ryanair avançou que "um pequeno número dos primeiros voos do dia sofreu ligeiras perturbações", com o cancelamento de três voos e a recolocação dos passageiros em outras aeronaves.

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