“Vamos voltar a votar contra. Não há nenhuma alteração no debate da especialidade que tenha alterado de fundo as questões do orçamento”, afirmou Paulo Raimundo.

Em declarações à agência Lusa após uma reunião com o Partido Ecologista Os Verdes, na sede daquele partido, junto à Assembleia da República, o secretário-geral do PCP considerou que “não há como” alterar o sentido de voto da generalidade e também dos últimos dois orçamentos.

Considerando que se tem assistido a uma “nova forma de fazer política” marcada por “inverdades”, Paulo Raimundo contestou a ideia de que “o orçamento tinha que de ser aprovado e era muito importante por causa do salário mínimo nacional, que o orçamento tinha de ser aprovado senão não aumentavam as pensões nem aumentos de salários na função pública”.

“Não tem nenhuma correspondência com a realidade isso. O que é interessante é que, independentemente da forma como alguns vão votar amanhã, o que quiseram garantir foi este orçamento”, criticou, sustentando que a proposta “não salvaguarda as questões fundamentais”.

A discussão e votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2024 entrou hoje no quarto dia, estando a votação final global do documento agendada para quarta-feira.

O PCP conseguiu ver aprovadas propostas para a melhoria das condições de trabalho dos profissionais das forças e serviços de segurança, para a de eliminação de barreiras arquitetónicas em espaços públicos e a abertura de pelo menos 150 novas salas na rede pública do pré-escolar no próximo ano, em articulação com os municípios.

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