Ainda não há informação de mortes ou feridos.

Os foguetes atingiram a base aérea de Ain al-Asad na província de Anbar às 07:20, disse o porta-voz da coligação, o coronel Wayne Marotto.

“As forças de segurança iraquianas estão a liderar a investigação”, acrescentou o coronel.

Os militares iraquianos divulgaram um comunicado afirmando que o ataque não causou perdas significativas e que as forças de segurança tinham encontrado a plataforma de lançamento utilizada para os mísseis.

O ataque ocorreu dois dias antes da visita prevista do papa Francisco ao Iraque, numa viagem muito antecipada que incluirá Bagdade, o sul do Iraque e a cidade de Irbil, no norte do país.

Este foi primeiro incidente desde que os Estados Unidos atacaram alvos das milícias alinhadas com o Irão ao longo da fronteira Iraque-Síria, na semana passada.

Na semana passada, os bombardeamentos contra edifícios alegadamente usados pelas milícias pró-iraquianas, segundo o Pentágono, foram “proporcionados” e tiveram caráter “defensivo”, após ataques com foguetes contra as bases e objetivos norte-americanos no Iraque.

Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, os bombardeamentos norte-americanos destruíram múltiplas instalações situadas num posto de controlo fronteiriço usado por vários grupos militantes apoiados pelo Irão, incluindo Kait’ib Hizbulá e Kait’ib Sayyid al-Shuhada.

Este foi o primeiro bombardeamento efetuado pelos EUA sob o mandato do novo Presidente, Joe Biden, e ocorreu depois de uma oferta formal para o regresso à mesa das negociações com o Irão para resgatar o acordo nuclear do qual o seu antecessor, Donald Trump, retirou os Estados Unidos há mais de três anos.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, que tem uma ampla rede de colaboradores no terreno, neste ataque norte-americano morreram pelo menos 22 combatentes das milícias pró-iranianas.

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdade foi alvo, na segunda-feira da semana passada, de um ataque com mísseis tipo ‘katiusha’, que atingiram o exterior das instalações, situadas em plena Zona Verde, a zona internacional de segurança da capital do Iraque.

Após esse ataque, o Pentágono disse que o ataque foi uma “resposta militar proporcional” tomada após consultar os parceiros da coligação.

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