Os atacantes provocaram também numerosos feridos e levaram veículos militares, armas e munições antes de fugirem, segundo a EFE.

Testemunhas em Guire disseram que as instalações militares ficaram "totalmente destruídas".

As Forças Armadas do Mali (FAMa) também confirmaram o ataque no Twitter: "Os #FAMa foram atacados no domingo, 21 de abril de 2019, por volta das 5:00 em #Guire, na área de #Nara. Foram enviados reforços. Estão em curso avaliações".

“Os tiros eram como chuva, os soldados ficaram surpresos, os jihadistas vieram do leste e do sul do campo militar, queimaram veículos e levaram veículos. Vi dois terroristas colocarem as suas motos num veículo do exército para partir com ele”, afirmou um morador local à agência France Presse.

De acordo com uma fonte militar do Mali, foram enviados reforços de Nara, que fica 370 km a norte de Bamako e a 105 km de Guire.

O norte do Mali foi tomado em março/abril de 2012 por grupos jihadistas, entretanto dispersos por uma intervenção militar lançada em janeiro de 2013 por iniciativa de França.

Contudo, zonas inteiras escapam ao controlo das forças malianas, francesas e da ONU apesar da assinatura, em 2015, de um acordo de paz que pretendia isolar definitivamente os jihadistas. A partir de 2015 a violência propagou-se ao centro do país, mais densamente povoado, agravando os conflitos intercomunitários.

Em 23 de março, um massacre imputado a caçadores Dogon que se apresentavam como um "grupo de autodefesa" antijihadista fez cerca de 160 mortos na aldeia Fula de Ogossagou, perto da fronteira com o Burkina Faso.

O Mali converteu-se também numa zona perigosa para as forças das Nações Unidas, já que 119 "capacetes azuis" morreram e 397 ficaram feridos em consequências dos ataques de grupos armados desde 2013.

A violência no Mali já provocou 260 mil refugiados e deslocados, segundo uma responsável das Nações Unidas, que pediu um reforço da ajuda humanitária, estimando que 3,2 milhões de pessoas precisam de assistência.

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