O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) adianta, em comunicado, que além das 26 buscas foram constituídos 19 arguidos, dos quais oito pessoas singulares e 11 empresas.

A operação de hoje vem no seguimento de uma outra realizada em maio de 2017 na qual foram realizadas 54 buscas, algumas na fora de território nacional e constituídos 52 arguidos, afirma o DCIAP.

No total o inquérito tem, neste momento, 73 arguidos.

Na operação de hoje participam três magistradas do Ministério Público, duas peritas, inspetoras da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, e uma equipa mista da Polícia Judiciária e da Direção de Serviços de Investigação da Fraude e Ações Especiais da Autoridade Tributária.

Em 2017 a PJ explicou que a investigação estava relacionada com suspeitas de fraude que consistia “na sobrefaturação de máquinas e equipamento com vista ao inflacionamento de incentivos a receber no âmbito do QREN [Quadro Estratégico de Referência Nacional]”.Fonte da PJ adiantou à agência Lusa que a operação é da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e está relacionada com uma investigação que teve início há cerca de dois anos.

Em causa estão suspeitas de fraude na obtenção de subsídios comunitários, fraude fiscal, fraude e branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

Na operação estão envolvidos cerca de 100 operacionais, entre os quais elementos da UNCC, da PJ do Porto, Faro e Lisboa e ainda três magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e dois funcionários da Autoridade Tributária.

(Notícia atualizada às 17h19 - Atualiza o número de arguidos e de buscas)

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