Segundo a organização não governamental (ONG) OVD-Info, que monitoriza os protestos na Rússia, estas detenções ocorreram em pelo menos 40 cidades, em particular na Sibéria e no Extremo-Oriente devido à diferença horária, com as manifestações previstas para as 19:00 locais (12:00 em Lisboa).

Diversos ativistas foram detidos antes do início dos protestos, outros enquanto decorriam os desfiles. Foram ainda relatadas buscas em locais com ligação à organização do opositor.

São ainda esperadas manifestações em Moscovo e São Petersburgo às 19:00 locais (17:00 em Lisboa).

Na capital, carrinhas da polícia e agentes foram destacados para diversas ruas do centro da cidade. A praça Vermelha e uma praça adjacente, locais previstos para o protesto, foram encerradas.

Em Vladivostok, nas margens do Pacífico, várias centenas de manifestantes desfilaram sem incidentes, sob vigilância policial.

“Liberdade para os presos políticos”, “Não à guerra, às repressões e à tortura”, foram algumas das frases exibidas em cartazes, segundo a agência noticiosa AFP.

Na Sibéria, pelo menos 2.000 pessoas desfilaram nas grandes cidades de Irkutsk e de Novossibirsk, segundo o media independente Taiga.info.

“Navalny deve viver!”, gritaram os manifestantes em Novossibirsk, segundo um vídeo divulgado pela Taiga.info.

Khelga Pirogova, uma deputada municipal pró-Navalny de Novossibirsk, declarou à AFP que nesta cidade as manifestações estavam a decorrer “pacificamente, e sem detenções”.

Os apoiantes do opositor apelaram a concentrações para hoje numa centena de cidades da Rússia, o dia do discurso anual do Presidente Vladimir Putin.

O anterior movimento de contestação, após a detenção de Navalny em janeiro, originou mais de 11.000 detenções e pelo menos sete pesadas penas de prisão por acusações de “violências” contra a polícia.

A maioria dos confrontos e das detenções ocorreram em Moscovo e São Petersburgo.

Alexei Navalny, o principal oponente do Presidente russo, Vladimir Putin, foi preso em janeiro ao voltar da Alemanha, onde passou cinco meses a recuperar de um envenenamento com um agente neurotóxico que foi atribuído ao Kremlin, acusações que as autoridades russas rejeitaram.

O opositor está há três semanas em greve de fome e, segundo os apoiantes, o seu estado de saúde inspira cuidados.

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