Além da pena de prisão, o clínico, de 64 anos, ficou ainda proibido de exercer a função de médico por dois anos e meio.

O tribunal deu como provados quatro crimes de devassa da vida privada e um crime de pornografia de menores agravada, de que o arguido estava acusado.

Durante a leitura de acórdão, a juíza presidente disse que o tribunal “criou a convicção séria de que o arguido filmou as pacientes nas circunstâncias que elas descreveram”.

À saída da sala de audiências, o advogado de defesa Frederico Nunes Alves admitiu que irá recorrer da decisão, afirmando que continua a “pugnar” pela inocência do seu cliente.

Durante o julgamento que decorreu à porta fechada, o arguido remeteu-se ao silêncio.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os factos ocorreram pelo menos em cinco situações, em 2014 e 2015, nas instalações do Centro de Saúde de São Roque, em Oliveira de Azeméis, onde o arguido trabalhava, e tiveram como vítimas três irmãs, com idades entre 11 e 18 anos.

De acordo com a investigação, o arguido captava as imagens com um telemóvel que colocava em cima da sua secretária, dentro de um estojo transparente.

Na posse das imagens assim obtidas, o arguido descarregava-as para ficheiros e pastas nos computadores que tinha em sua casa e outros dispositivos de armazenamento de dados.

Numa busca domiciliária, foram encontrados na casa do arguido, em vários computadores e múltiplos dispositivos de armazenamento, imagens e filmes de caráter pornográfico, alguns deles relativos a jovens adolescentes do sexo feminino.

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