"Há tropas russas e há contratados do setor da defesa russa na Venezuela a prestar apoio ao regime de [Nicolás] Maduro", denunciou Craig Faller, numa audição na Comissão dos Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos da América (EUA), citado pela agência noticiosa Efe.

No final de março, o governo do Presidente russa, Vladimir Putin, enviou duas aeronaves para Caracas com cerca de 100 militares, alegando que eram especialistas que realizavam trabalhos de manutenção dos equipamentos fornecidos à Venezuela.

A manobra foi criticada em Washington e considerada uma “ameaça direta" pelo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton.

Alguns dias depois, no entanto, Donald Trump disse numa mensagem no Twitter que Moscovo assegurou que tinha começado a retirar os seus militares.

“A Rússia informou que retirou a maioria do seu pessoal da Venezuela”, disse o Presidente norte-americano, uma informação que acabaria por ser negada por Putin apenas três dias depois.

Na audição desta terça-feira, Faller reiterou que a Rússia executa na América Latina, “como no resto do mundo”, uma campanha de desinformação destinada a "desorientar" os cidadãos.

O almirante advertiu ainda os senadores para o aumento da interferência russa na América Latina e afirmou que Moscovo pretende “semear a discórdia e falta de confiança” entre os países da região para "impulsionar” nações “autocráticas” como Cuba, Venezuela e Nicarágua.

Craig Faller realizou, no final de junho, uma ronda pela América do Sul, que o levou para visitar a Argentina e o Chile, com o principal objetivo de fortalecer as alianças dos EUA na região, perante a crescente influência de países como a Rússia e a China.

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