Em comunicado, a AHP lembrou a posição afirmada desde 2016, quando surgiram as primeiras notícias sobre a pesquisa e prospeção de petróleo, de que a “simples associação da marca “Portugal” e “Algarve” a uma indústria poluidora como a exploração de petróleo será muito negativa para o turismo”.

A associação referiu que a recente decisão de se avançar, sem uma Avaliação de Impacte Ambiental, “é claramente nociva, uma vez que a “simples” prospeção é suscetível de gerar impactos negativos” na fauna e na flora, além de afetar a “imagem do destino e as comunidades residentes que têm no mar uma importante fonte de rendimento”.

Em 16 de maio, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidiu dispensar o furo de pesquisa de petróleo do consórcio Eni/Galp, ao largo de Aljezur, de Avaliação de Impacte Ambiental, refrindo que "não foram identificados impactos negativos significativos" na realização do furo de prospeção petrolífera.

O presidente da AHP, Raul Martins, defendeu que “o turismo sustentável e a prospeção de petróleo não são compatíveis. Já para não falar da imagem que passa de Portugal, melhor destino do mundo, associado a uma indústria tão poluidora como esta. Há que definir prioridades”, acrescentou no comunicado.

Entretanto, o consórcio Eni/Galp avançou que vai desenvolver atividades de planeamento para iniciar a pesquisa de petróleo dentro das condições estabelecidas pela APA.

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