A mesma fonte esclareceu que “as buscas estão a ser efetuadas por inspetores do DIC [Departamento de Investigação Criminal] de Leiria” da Polícia Judiciária.

O presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Humberto Silva, adiantou que as buscas visaram, também, a sua residência.

“Da minha casa não foi levada qualquer documentação. Na junta, entregámos todos os documentos que a PJ solicitou e prestámos todo o apoio. E estamos disponíveis para esclarecer às autoridades qualquer dúvida”, declarou Humberto Silva.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, declarou que “os serviços prestaram todos os esclarecimentos que foram solicitados”, referindo que se trata de “uma investigação relacionada com a exploração de pedreiras”.

“No meu caso pessoal, não me foi solicitado qualquer esclarecimento”, afirmou Luís Albuquerque.

Entretanto, em comunicado, o Município de Ourém informa que a PJ “esteve no edifício-sede da câmara e da Assembleia Municipal, esta quinta-feira”, no “decorrer de algumas investigações em curso”.

“Mais se informa que o município facultou toda a documentação exigida, dispondo-se desde a primeira hora a prestar toda a colaboração necessária e manifestando prontidão total para continuar a colaborar com a Justiça em prol do dever de transparência e do respeito pela verdade”, acrescenta o comunicado.

À Lusa, fonte da Assembleia Municipal de Ourém confirmou buscas também a este órgão autárquico, tendo sido entregue à PJ fotocópias de expediente e de atas de sessões.

“A documentação pedida prende-se com a legalização de pedreiras em Fátima”, disse esta fonte.

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