Cerca de dez polícias federais deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão em residências, sendo uma na capital do estado, a cidade de Macapá, e outra no município que fica no extremo norte do Amapá.

Num comunicado, as autoridades brasileiras explicaram quem os trabalhos são resultado de uma operação conjunta da Polícia Federal, Exército brasileiro e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), que, no último mês de junho, identificaram atividade de mineração irregular no interior da Terra Indígena Uaçá.

A legislação brasileira proíbe a mineração dentro de territórios indígenas.

Após a diligência, a Polícia Federal iniciou investigação que culminou na operação de hoje, já que as apurações confirmaram a ocorrência da extração ilegal de ouro.

Segundo as autoridades brasileiras, as máquinas empregadas para extracção ilegal de ouro na reserva indígena foram financiadas por um empresário do município do Oiapoque, que lucrava com a mão de obra indígena.

Os crimes investigados são o de usurpação de património do Governo central, extração ilegal de minério e organização criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão e pagamento de multa.

As autoridades brasileiras explicaram que o termo Kijkoveral, que deu nome a operação, era o nome de uma cidade que os holandeses tentaram fundar na região da Guiana cuja economia girava em torno da exploração de mão de obra indígena em minas de ouro.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.