Pompeo reuniu-se separadamente com os seus homólogos do Arzebaijão, Djeyhoun Baïramov, e da Arménia, Zohrab Mnatsakanian, no departamento de Estado em Washington. Não houve reunião a três.

O chefe da diplomacia norte-americana “sublinhou a necessidade de pôr fim à violência e de proteger os civis”, referiu o ministério.

Reiterou o desejo de Washington de que o conflito seja resolvido “sem o uso ou ameaça da força (respeitando) a integridade territorial e os direitos à igualdade e autodeterminação da população”.

A Arménia e o Azerbaijão acusam-se mutuamente de terem visado a população civil desde o início das hostilidades, em 27 de setembro, nesta região montanhosa do Azerbaijão controlada por separatistas arménios apoiados por Yerevan.

Djeyhoun Baïramov assegurou ter pedido a Pompeo que a Arménia ponha fim à “ocupação” de Nagorno-Karabakh.

“Estamos empenhados em encontrar uma solução diplomática para o conflito e estamos prontos para retomar imediatamente as negociações sérias”, disse, em comunicado.

“A Arménia deve parar de evitar importantes negociações e escolher uma paz duradoura”, acrescentou.

Por sua vez, Zohrab Mnatsakanian acusou Baku de estar na origem da violência e a Turquia de estar diretamente envolvida no conflito “com apoio técnico militar (e) envio de terroristas militares para a região”.

Pequenos grupos de manifestantes, empunhando cartazes de apoio à Arménia e ao Azerbaijão, insultaram-se junto ao Departamento de Estado, separados pela segurança do departamento de Estado.

O conflito no enclave remonta aos tempos da União Soviética, quando no final da década de 1980 o território azerbaijano de Nagorno-Karabakh, povoado principalmente por arménios, solicitou a sua incorporação na vizinha Arménia, deflagrando uma guerra que causou cerca de 25.000 mortes.

No final do conflito, que durou até 1994, as forças arménias assumiram o controle de Nagorno-Karabakh e ocuparam vastos territórios do Azerbaijão, a que chamam “faixa de segurança”.

O Azerbaijão afirma que a solução para o conflito com a Arménia passa necessariamente pela libertação dos territórios ocupados, uma exigência que tem sido apoiada por várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Por seu lado, a Arménia apoia o direito à autodeterminação de Nagorno-Karabakh e defende a participação de representantes do território separatista nas negociações para a resolução do conflito.

De acordo com relatos de organizações internacionais, a recente escalada do conflito em Nagorno-Karabakh já causou mais de 800 mortes, incluindo uma centena de civis.

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