No primeiro dia oficial de campanha, Catarina Martins juntou-se à candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, para um comício inteiramente virtual, transmitido desde o Cinema São Jorge, em Lisboa, praticamente vazio já que na sala estavam apenas técnicos, organização da campanha, jornalistas e os quatro intervenientes que discursaram.

A líder do BE recorreu a uma entrevista do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa em 2016, na qual dizia “ao que vinha”, ou seja, “nenhuma alteração à lei laboral que não fosse sujeita aos vetos dos patrões” nem “nenhuma solução para a banca diferente da já traçada por Bruxelas que a direita seguiu e PS também quis seguir”.

“Talvez tenha passado algo despercebido na altura. Lutávamos contra as sanções que a União Europeia queria impor para travar o aumento do Salário Mínimo Nacional, concentrávamo-nos em derrotar a baixa da TSU para os patrões, a primeira tentativa do governo de rutura com o acordo da maioria parlamentar”, apontou.

No entanto, para Catarina Martins, quando “na resposta à crise pandémica faltou a força no parlamento para proteger os trabalhadores”, se alguém “duvida de que lado está Marcelo Rebelo de Sousa, se alguém duvida do seu papel ao bloqueio a soluções que protejam o trabalho, não duvide”.

“Hoje, que se paga aos privados milhões por testes e não se lhes exige a solidariedade que é pedida a qualquer outro setor da economia, não duvidem do papel de Marcelo na proteção de quem faz da saúde um negócio. Hoje, quando toda a pressão é para continuar a injetar dinheiro no Novo Banco, mesmo sem qualquer investigação, não duvidem do papel de Marcelo a manter o privilégio da banca”, elencou.

Assim, para a líder bloquista “ao longo do seu mandato, Marcelo Rebelo de Sousa nunca se esqueceu de quem é e dos grandes interesses que o apoiam”.

“Que ninguém na esquerda o esqueça também e é por isso tão importante esta campanha”, apelou.

Marisa Matias, segundo Catarina Martins, “será a força para as soluções e convergências que contam”.

“Não da conformação à inevitabilidade, nem da desistência perante a gravidade da crise, não do consenso envergonhado que adia soluções mas da força para dar já os passos fundamentais na resposta à crise: garantir a saúde, respeitar quem trabalha, apoiar quem precisa”, sintetizou.

A coordenadora do BE lembrou a anterior campanha presidencial da eurodeputada bloquista, quando “foi voz e força de quem quis entendimentos à esquerda para afastar a direita e começar a reconstruir direitos e rendimentos do trabalho”.

“Em 2021 é a força e a voz de quem quer ultrapassar os bloqueios e construir entendimentos fortes pelo trabalho, pela saúde, pelas liberdades, pelo clima e como Portugal precisa dessa força”, enalteceu.

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