"Os cidadãos portugueses podem votar desde que estejam munidos de uma justificação onde o motivo da deslocação seja: deslocações para uma convocatória judiciária ou administrativa", respondeu o Ministério do Interior francês à agência Lusa.

Assim, mesmo com o recolher obrigatório em vigor em todo o país entre as 18:00 e as 06:00, os cidadãos portugueses vão poder votar nos 11 consulados espalhados pelo território até às 19:00.

A Embaixada de Portugal em França informou as autoridades francesas da realização presencial das eleições presidenciais nos diversos consulados e pediu "tolerância" caso as deslocações se estendessem para além do recolher obrigatório imposto no país.

"Informámos as autoridades francesas de que ia haver as eleições e pedimos, o que é delicado, a tolerância dos agentes da autoridade no caso de um lusodescendente que tivesse vindo votar e estivesse na estrada meia hora depois do recolher obrigatório", afirmou o embaixador de Portugal em França, Jorge Torres-Pereira, em entrevista à agência Lusa.

A multa por incumprimento do recolher obrigatório em França é de 135 euros, para uma primeira transgressão.

Quanto à participação da comunidade portuguesa nestas eleições, Jorge Torres-Pereira espera que, pelo menos, quem votou nas últimas eleições também marque presença desta vez.

"O ideal seria que cada pessoa que votou nas últimas eleições não tomasse a pandemia como uma razão para não votar desta vez e se nós conseguíssemos ter, pelo menos, o mesmo número de votantes, podíamos dizer que conseguimos não ter medo da covid-19 para exercer o direito de voto", concluiu.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena pandemia de covid-19, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

No estrangeiro, a eleição decorre nos dias 23 e 24 de janeiro, podendo votar os cidadãos portugueses que residem fora de Portugal e que estão recenseados na Comissão Recenseadora (CR) da sua área de residência (correspondente à morada constante do Cartão de Cidadão).

Esta eleição no estrangeiro terá cerca de 170 mesas de voto em 150 serviços consulares, número que representa um aumento de perto de 30% relativamente ao número de mesas de voto constituídas em 2016 (121).

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