“Sou a favor de [o confinamento] ser [decretado] quinta-feira se não houver eleições dia 24. Sou a favor já (…). Se fecharem [o país] na quinta-feira e se não houver eleições, eu concordo. Agora, se houver eleições dia 24, não concordo que fechem as pessoas nestes dez dias e as soltem depois. É a opinião que tenho ouvido na rua e o povo é sábio”, disse Vitorino Silva aos jornalistas à margem de uma ação de campanha no concelho da Amadora, distrito de Lisboa.

Por isso, o também dirigente do RIR (Reagir, Incluir e Reciclar) propõe “que façam o confinamento depois de contar os votos”.

Questionado sobre a impossibilidade de se fazer uma revisão constitucional durante a vigência do estado de emergência que permitisse o adiamento das eleições, o candidato reiterou que já tinha avisado o Presidente da República no ano passado para esta necessidade e que Marcelo Rebelo de Sousa, o Governo e os partidos com representação parlamentar tiveram tempo para rever a Constituição.

“Se [o país] fechar na quinta-feira o povo vai para casa e depois abrem as portas outra vez para o povo ir votar, em que dez milhões de portugueses se vão juntar. Os políticos têm de ser responsáveis. Não estou a dizer que isto está bem, mas também esperem um bocadinho, aguentem um bocadinho os cavalos. Acho que era justo, pelo menos até às eleições, isto estar tudo aberto para que possa haver campanha”, sustentou, acrescentando que “vai ser pior a emenda do que o soneto”.

Interpelado três vezes pelos jornalistas sobre que soluções apresenta no imediato para o número cada vez maior de contágios pelo SARS-CoV-2 e de óbitos que Portugal está a contabilizar, o candidato limitou-se a responder que tem de haver “equilíbrio” entre as medidas decretadas para conter a covid-19 e a manutenção da atividade económica.

Vitorino Silva continua a requerer o adiamento das presidenciais, mas garantiu que também vai entrar em confinamento se assim for decretado, porque “os políticos não podem estar acima de tudo”.