“O programa do presidente será suspenso enquanto ele se submete ao tratamento para a Covid-19”, acrescentou.

Ovcacek referiu ainda que, face aos novos desenvolvimentos, o chefe de Estado não nomeará um novo primeiro-ministro na sexta-feira, como inicialmente previsto.

Zeman, de 77 anos, tinha recebido durante o dia alta do hospital, onde fora internado nos cuidados intensivos a 10 de outubro, no dia seguinte às eleições parlamentares.

O responsável político permaneceu naquela unidade hospitalar por mais de três semanas, antes de ser transferido para uma unidade de recobro.

Segundo os meios de comunicação locais, o presidente checo sofre de problemas hepáticos, alegadamente devido ao consumo de álcool.

Antes de voltar a ser internado devido a um teste positivo para a covid-19, Milos Zeman deixara o Hospital Universitário Militar em Praga para ir para a sua residência, a oeste da capital checa, segundo um comunicado do hospital.

A 11 de novembro aceitou a demissão formal do governo do primeiro-ministro cessante, o populista bilionário Andrej Babis, na sequência da sua derrota eleitoral, e esperava-se que nomeasse o líder de centro-direita Petr Fiala como primeiro-ministro na sexta-feira.

A aliança Ensemble de três partidos, liderada pelo ODS de Petr Fiala, formou uma coligação com dois outros partidos – incluindo o Partido Pirata – e tem uma maioria de 108 dos 200 lugares na nova câmara baixa do parlamento.

O Hospital Universitário Militar opusera-se à saída do presidente, argumentando que era recomendável que fosse tratado num estabelecimento especializado, mas autorizou-a atendendo à notável melhoria de saúde e ao desejo do próprio de continuar a exercer a atividade constitucional fora de uma instituição médica.

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