“Este foi um ano tão exigente como todos sabemos, com uma crise de saúde pública de tal forma grave, que transformou a maneira como vivemos, e que terá consequências em termos sociais e económicas que só poderemos aquilatar daqui a bastante tempo”, disse o autarca que substituiu o socialista Paulo Cafôfo na presidência do principal município da Madeira na véspera das comemorações dos 512 anos do concelho.

Miguel Silva Gouveia, engenheiro eletrotécnico, foi eleito nas autárquicas de 2017 para a Câmara do Funchal, integrando a coligação Confiança (PS, BE, PDR e Nós, Cidadãos!) numa lista encabeçada por Paulo Cafôfo, que renunciou ao mandato para ser candidato à Assembleia Legislativa da Madeira e à presidência do Governo da Madeira nas eleições de 2019.

Até essa altura, desempenhou o cargo de vice-presidente do município do Funchal, detendo, entre outros, o pelouro das Finanças, passando depois a presidir ao executivo camarário.

Ao fazer um balanço a este ano de liderança na governação do município, Miguel Silva Gouveia considerou que esta crise “tem sido um desafio muito grande” para a câmara, assegurando que o elenco camarário do Funchal vai “continuar a desenvolver políticas fortemente vocacionadas para apoiar as famílias e para criar as melhores condições possíveis para que os empresários desenvolvam a sua atividade”.

“A proximidade é a chave para fazer frente a todas as vicissitudes com as quais nos vamos deparar”, destacou.

Falando das prioridades políticas e estratégicas delineadas para o próximo ano, apontou a sustentabilidade financeira”, sublinhando que este é “o pilar onde assenta todo o resto”, porque é o “rigor e seriedade” das contas que permitem “manter a credibilidade junto da banca comercial, continuar a apoiar quem precisa e honrar todos os compromissos”.

Miguel Silva Gouveia indicou que “o melhor exemplo” desta política financeira da Câmara do Funchal é o facto de “o prazo médio de pagamento a fornecedores se situar, neste momento, num mínimo histórico de 14 dias”, uma situação que, argumenta, “será decisiva para todos os parceiros da autarquia nos desafios que aí vêm”.

A reflorestação do Parque Ecológico do Funchal, num investimento que abrange uma área de mais de 400 hectares, e onde serão plantadas quase 300 mil árvores é um dos projetos a concluir pela autarquia no âmbito da política de sustentabilidade ambiental, apontou.

O autarca também aposta na conclusão das intervenções de consolidação nas escarpas do Funchal, iniciadas após os incêndios de 2016, e a conclusão do projeto de substituição de todas as condutas de água em fibrocimento ainda existentes no concelho.

Outros dos alicerces da sua governação é a “equidade e justiça social”, disse, mencionando que os diferentes programas nesta área representaram um investimento na ordem dos “seis milhões de euros no último ano” e vão ser aprofundados em 2021.

“No campo da reabilitação urbana, estão no terreno dois projetos-charneira para a cidade”, declarou, enunciando o da “reabilitação do antigo Matadouro do Funchal e o da reabilitação da antiga estação de comboio do Monte, que dará lugar a um centro interpretativo daquele meio de transporte.

A conclusão do programa Amianto Zero é outro dos objetivos traçados, estando “os últimos 30 fogos em fase de conclusão na Quinta Falcão, na freguesia de Santo António, a entregar no último trimestre deste ano”, referiu.

“O Funchal sabe o que quer e para onde vai, e está preparado para responder às adversidades que surgirem no caminho” , vincou, destacando que o concelho sempre teve “engenho” e conseguiu ultrapassar “as adversidades” que enfrentou ao longo do séculos.

Miguel Silva Gouveia concluiu que o executivo municipal tem como “missão” e vai “continuar a trabalhar todos os dias por uma cidade mais justa, mais sustentável e mais desenvolvida, com democracia, transparência e qualidade de vida para todos os funchalenses, sejam quais forem as circunstâncias”.

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