Segundo a agência AFP, duas pessoas tentaram apunhalar o coronel Assimi Goïta, que foi retirado do local, sem que se mostrasse ferido.

“Foi depois da oração e do sermão do imã […] que o jovem tentou apunhalar Assimi (Goïta) por trás, mas (foi) outra pessoa que ficou ferida”, confirmou à AFP Latus Tourè, mordomo da grande mesquita.

Em 07 de junho, o coronel Assimi Goïta tomou posse como Presidente do Mali durante um período de transição, que deverá devolver o poder aos civis, após dois golpes de Estado condenados pelos principais parceiros do país, fundamental para a estabilidade do Sahel.

O Mali, foco central do ‘jihadismo’ na região do Sahel, foi cenário de duas tomadas do poder em nove meses por parte de Assimi Goita e do seu grupo de coronéis.

No primeiro dos golpes militares, em 18 de agosto de 2020, os militares derrubaram o então Presidente Ibrahim Boubacar Keita, enfraquecido por meses de protestos liderados pelo Movimento 5Jun/Reunião das Forças Patrióticas (M5/RFP), um grupo de opositores, membros do clero e elementos da sociedade civil.

Sob pressão internacional, a junta militar que assumiu na altura o poder comprometeu-se a um período de transição limitado a 18 meses e liderado por civis.

Em 24 de maio, porém, o coronel Goïta, que se manteve sempre como o verdadeiro homem forte do governo de transição, deitou por terra o anterior compromisso e mandou prender o presidente interino e o primeiro-ministro transitório, ambos civis.

Desde então, o oficial assumiu-se como Presidente interino, uma decisão caucionada pelo Tribunal Constitucional do país.

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