"A Escócia é agora uma nação a ponto de fazer história. A independência está claramente à vista: com uma unidade de propósito, humildade e trabalho árduo, eu nunca estive tão certa de que conseguiremos", afirmou Sturgeon na abertura do congresso, virtual devido à pandemia, do Partido Nacional Escocês (SNP).

"O nosso principal objetivo deve continuar a ser a eliminação da covid-19 do nosso território, mas a Escócia deve estar preparada para o que vai acontecer depois", completou a partir de sua casa em Glasgow.

O independentismo ganhou força depois da criticada gestão de Londres da pandemia da Covid-19

O SNP parece encontrar-se numa posição de força antes das eleições de maio e pode conquistar mais assentos no Parlamento descentralizado de Holyrood, responsável por tomar as decisões para a Escócia nas áreas de educação, saúde e transporte.

Sturgeon prometeu em setembro fixar os termos e a data de um segundo referendo sobre a independência da província britânica antes das eleições, apesar da recusa de Londres.

No referendo celebrado em 2014, a permanência da Escócia no Reino Unido venceu com 55% dos votos.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson descartou por várias ocasiões permitir que a Escócia organize um novo referendo, alegando que esta é uma votação que acontece "uma vez por geração".

Nicola Sturgeon, porém, argumenta que o Brexit mudou o contexto para os escoceses.

No referendo de 2016, os escoceses votaram na sua grande maioria contra a saída da União Europeia.

O Brexit entrou oficialmente em vigor em 31 de janeiro, mas tornará-se realidade de facto a 1 de janeiro de 2021, no final do período de transição.

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