Através de um vídeo publicado no ‘Youtube’, Netanyahu respondeu às acusações do parlamento iraniano, classificando-as como “falsas” e “hilariantes”.

O primeiro-ministro israelita disse que os manifestantes são “bravos” e “heroicos”, destacando a luta “pelas liberdades básicas que lhes foram negadas durante décadas”.

Benjamin Netanyahu criticou a resposta do regime iraniano aos protestos, bem como os governos europeus por “observarem em silêncio” as manifestações, à medida que a violência cresce.

O parlamento iraniano acusou hoje Israel, os Estados Unidos e a Arábia Saudita de fomentarem os distúrbios ocorridos nas manifestações contra a política económica do governo.

A assembleia iraniana realizou uma sessão extraordinária para avaliar a situação do país, na sequência dos protestos dos últimos dias, que levaram a confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Citado pela agência EFE, o porta-voz da comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Naqaví Hoseiní, disse que “o povo do Irão não tolera que um grupo perturbe a ordem pública e cause danos”.

Cerca de 300 pessoas foram detidas na sequência de protestos contra o Governo iraniano em Teerão.

Este domingo, o vice-governador da capital, Ali Asghar Nasserbakht, citado pela agência ILNA, disse que a polícia deteve pessoas que planeavam realizar motins e distúrbios, bem como a destruição de instalações públicas.

O mesmo responsável, que tem a tutela da segurança em Teerão, avançou que foram detidos cerca de 40 líderes dos manifestantes.

Esta madrugada ocorreu uma nova manifestação em Teerão, capital onde já morreram, pelo menos, 12 pessoas nos protestos.

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