“Mais de mil cidadãos transmitiram as suas ideias e propostas para a requalificação da praça Martim Moniz na primeira fase do processo participativo desta emblemática praça”, avança o município numa nota enviada à agência Lusa.

Segundo a autarquia lisboeta, presidida por Fernando Medina (PS), “foram registadas 1.009 respostas ao inquérito online” disponibilizado no ‘site’ www.lisboaparticipa.pt, sendo que “60% são residentes, 30% são pessoas que trabalham na cidade e cerca de 8% são estudantes”.

“Os restantes estão enquadrados noutras situações”, acrescenta a mesma informação.

A Câmara dinamizou ainda “grupos de discussão em formato ‘focus group’,nos quais se inscreveram e participaram cerca de 50 pessoas”, representantes de entidades locais de diversas áreas.

“Conseguimos alcançar um dos nossos grandes objetivos que era ouvir pessoas que normalmente não se fazem ouvir nestes processos de participação, mas que são utilizadores da praça. Para chegarmos a muitos destes cidadãos tivemos o apoio importante da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e das associações locais”, afirma o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Ricardo Veludo, citado no comunicado.

O município adianta que os contributos vão agora ser analisados e, posteriormente, será elaborado um relatório com o resultado da participação.

O relatório é depois divulgado e apresentado em reunião do executivo municipal, liderado por Fernando Medina (PS), juntamente “com a proposta de programa preliminar do projeto de requalificação da praça Martim Moniz, contemplando o parecer da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior”.

Aprovada esta proposta, segue-se “a fase da participação técnica e especializada, aberta e plural, para o desenvolvimento de propostas espaciais, onde os cidadãos interessados poderão apresentar desenho de propostas que concretizem e traduzam os resultados dos contributos da participação pública e os requisitos do programa preliminar”.

Por fim, será discutido e votado, em reunião de Câmara, o “programa base para concurso público internacional do projeto de execução da praça do Martim Moniz”.

Em julho de 2019, Fernando Medina anunciou que o projeto que previa a construção de estabelecimentos comerciais em contentores não iria avançar e que seria iniciado um processo de concurso de ideias.

A obra inicialmente prevista foi muito criticada durante vários meses por moradores e autarcas da capital, tendo sido inclusivamente criado um movimento que exigia um jardim para aquele espaço.

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