O inquérito, da responsabilidade de uma equipa de cinco investigadores, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL), do Instituto Superior Técnico, e de duas universidades brasileiras, foi hoje apresentado publicamente.

Raquel Varela, da FCSH/UNL, que coordena a equipa, disse à Lusa que o estudo deverá ser o mais abrangente alguma vez feito em Portugal neste setor e é constituído por 100 perguntas.

O estudo, realizado em parceria com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), versa questões como as relações dos professores com os alunos, com os colegas ou com as chefias, passando pelas ligações entre a vida privada e profissional, disse a responsável.

“Pretende-se perceber o estado de desgaste dos profissionais”, disse Raquel Varela, acrescentando que a classe dos professores está envelhecida e com uma taxa de adoecimento elevada, traduzida em 12 mil professores de baixa.

“Acreditamos que vamos chegar a uma taxa grande de exaustão da força de trabalho”, disse a investigadora.

Os inquéritos vão ser distribuídos e recolhidos nas escolas e a equipa de investigadores vão depois fazer a análise dos dados, contando apresentar resultados em junho.

Segundo Raquel Varela o inquérito inspirou-se em outros já feitos a nível internacional e os resultados permitirão ter também uma leitura internacional, comparando a situação em Portugal com a de outros países.

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