Madrid, Barcelona, Pamplona e Sevilha foram algumas das cidades espanholas em que ocorreram estas manifestações convocadas pelo Vox, sob o lema “Espanha existe”.

O partido de extrema-direita, que se tornou nas últimas eleições em Espanha (novembro de 2019) a terceira força política no país com a eleição de 52 deputados, pretendia que os espanhóis se concentrassem hoje junto das câmaras municipais para reclamarem “um Governo que respeite a Constituição e a soberania” e para protestarem contra a formação do executivo PSOE (socialistas) – Unidas Podemos (esquerda), em colaboração com a ERC (Esquerda Republicana da Catalunha).

Em Pamplona, no País Basco, uma centena de pessoas concentrou-se em frente à câmara municipal, exibindo bandeiras de Espanha e cartazes com frases contra o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

Durante a ação, os participantes deram “vivas” a Espanha, à Guarda Civil, à Polícia Nacional e ao Exército, bem como entoaram palavras de ordem em defesa da liberdade e da Constituição, segundo relatou a agência espanhola EFE.

No decorrer da ação nacionalista, um grupo de jovens do coletivo Euskal Herria Antifaxista aproximou-se do local e começou a trocar insultos com os apoiantes do Vox, entre os quais estavam alguns dirigentes locais do partido de extrema-direita.

Agentes da unidade anti-motim da Polícia Nacional conseguiram criar uma barreira entre os dois grupos rivais, que ficaram separados a uma distância de poucos metros, mas não conseguiram impedir a troca de insultos e de vaias.

“Sem arma, não são nada”, gritaram os apoiantes do Vox, com os jovens do movimento antifascista a responderem: “Sem escolta, não são nada”.

Apesar de momentos mais tensos, a concentração acabaria sem incidentes.

Na capital espanhola, Madrid, milhares de pessoas marcaram presença no protesto do Vox, incluindo o líder do partido, Santiago Abascal, que leu o manifesto da força política.

Segundo fontes da polícia local, a manifestação reuniu cerca de 3.500 pessoas.

“Bando golpista, partido socialista” ou “Se nota, se sente, Espanha está presente” foram algumas das frases de ordem entoadas pelos manifestantes, a maioria munidos com a bandeira nacional.

Durante a sua intervenção, Santiago Abascal pediu a detenção do ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, e do atual líder do executivo catalão, Quim Torra, medida apoiada pela multidão, que reagiu de forma efusiva.

No final, e antes do hino nacional ser entoado, Abascal despediu-se da multidão com “vivas” a Espanha e ao rei Felipe VI.

A concentração em Madrid acabaria sem incidentes, segundo a EFE.

Já em Barcelona, na Catalunha, a polícia local (os Mossos d’Esquadra) estabeleceu um cordão policial para separar os manifestantes do Vox e do Comité de Defesa da República (CDR, independentista).

O protesto convocado pelo Vox juntou cerca de mil pessoas junto da câmara municipal de Barcelona, enquanto a contra-manifestação promovida pelo CDR reuniu cerca de 300.

Apesar do cordão policial, os manifestantes lançaram, entre si, ovos e latas e trocaram frases insultuosas.

A EFE relatou que na Andaluzia também alguns milhares de pessoas responderam à convocação do Vox e participaram em manifestações em várias cidades.

Uma das concentrações na região da Andaluzia que reuniu mais pessoas, cerca de 3.000, aconteceu em Sevilha.

O cartaz da convocatória deste protesto nacionalista do Vox suscitou polémica, uma vez que mostrava um mapa de toda a Península Ibérica e mostrava Portugal como pertencendo a Espanha.

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