No final da ação realizada ao final da tarde na cidade da Guarda, com a participação de cerca de 500 viaturas, segundo a organização, foi anunciado que os protestos pela abolição das portagens naquelas autoestradas vão continuar.

"Ficou demonstrado, para quem tinha dúvidas, que na cidade da Guarda as pessoas não querem portagens na A23 [Guarda-Torres Novas] e na A25 [Aveiro-Vilar Formoso]. E ficou também demonstrado que quem pensa o contrário está errado. E é por isso que nós vamos dar continuidade a este conjunto de ações que já fizemos", disse Luís Garra.

O dirigente da União dos Sindicatos de Castelo Branco, uma das sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda que integram a Plataforma de Entendimento, falava em conferência de imprensa.

"Nós tomámos, agora mesmo, a decisão de vos comunicar que todas as semanas iremos realizar ações deste tipo em várias cidades e localidades da nossa região do interior. Em cada segunda-feira daremos conta à comunicação social de qual é a localidade onde vamos fazê-la essa semana", disse.

Segundo Luís Garra, também está assegurado que haverá "uma forte representação do interior, na Assembleia da República, no dia em que for agendada a discussão e votação das propostas de resolução [sobre as portagens] que já estão entregues".

Luís Veiga, do Movimento dos Empresários pela Subsistência do Interior, disse que algumas das 21 Câmaras Municipais das duas Comunidades Intermunicipais da região - Beiras e Serra da Estrela e da Beira Baixa - já se associaram à deslocação a Lisboa.

"Dessas 21, já recebemos a solidariedade da maior parte de todas neste projeto e temos neste momento as confirmações da autarquia do Fundão, com a disponibilidade de um autocarro, de Proença[-a-Nova], de Belmonte, da Covilhã e de Manteigas. (...) Esperemos que proximamente as outras autarquias se manifestem e que confirmem também a disponibilidade de um autocarro para ir a Lisboa", disse.

Foram também convidadas Juntas de Freguesia e já foi demonstrada a disponibilidade das Juntas de Freguesia de Covilhã e de Canhoso.

"O que quer dizer que, eventualmente, ultrapassaremos o número de 21 autocarros rumo a Lisboa, em data que será anunciada proximamente quando soubermos sobre a discussão das resoluções dos diversos partidos na Assembleia da República", rematou.

Luís Veiga alertou ainda que devido à introdução das portagens nas duas autoestradas que servem os distritos de Guarda e de Castelo Branco, empresas instaladas no parque industrial do Tortosendo, na Covilhã, "estão a refletir seriamente se se vão manter" na região.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das SCUT na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos da Guarda e de Castelo Branco: Associação Empresarial da Beira Baixa, NERGA - Associação Empresarial da Região da Guarda, Comissão de Utentes da A25, União de Sindicatos da Guarda e de Castelo Branco, Associação de Empresários p´la Subsistência do Interior e Comissão de Utentes da A23.

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